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Paisagismo - 14/04/2020

A piscina como elemento de lazer – Raul Cânovas

Paisagista Raul Cânovas

Nas últimas décadas o jardim passou a ser aproveitado de um modo peculiar, deixando para trás o hábito de usá-lo como mero espaço contemplativo. A Grande Depressão, também conhecida como Crise de 1929, quando os valores das ações na Bolsa de Nova Iorque caíram drasticamente, obrigaram a sociedade americana a adaptar-se ao um estilo de vida mais austero. O vendaval econômico se alastrou e foi sentido no mundo inteiro.

 

Os paisagistas tiveram que abandonar a prática de projetar paisagens de magnitudes imensas para atender uma nova demanda, que era a de planejar espaços mais modestos em termos de tamanho. Nessas áreas externas se fazia necessário criar um mobiliário doméstico de objetos e equipamentos para diversos propósitos, oferecendo a possibilidade de um laser que os ambientes internos não tinham mais a capacidade de dar. Surgia assim a churrasqueira e a piscina, que estimulariam o convívio no jardim de uma forma mais ativa.

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Vejo a piscina como algo emblemático, já que deixaria de ser uma construção feita apenas para nadar, transformando se em um equipamento destinado a um recreativo entretenimento. As formas retas de antigamente começam a suavizar se nos projetos de Thomas Church (1902 –1978) que idealiza, em 1948, uma piscina de forma orgânica para família Donnell, em Sonoma, Califórnia. O jardim todo é um ícone modernista  e recebe visitantes de todo o mundo. Church, um dos responsáveis pelo “Califórnia Style”, realizou dois mil jardins pensando sempre que as áreas externas deveriam ser aconchegantes e acolhedoras.

www.raulcanovas.com.br

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