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Arte & Piscina - 05/11/2018

D.J.HALL – Piscinas, inspiração total em suas artes

Uma das mais marcantes pintoras americanas da atualidade nasceu em 1951 no estado de Califórnia. Ela começou a vida como Debra Jane Hall e passou seus primeiros anos na cidade de Santa Ana. Seus pais se separaram quando ela tinha apenas 3 anos.
O divórcio e a instabilidade da sua mãe, que sofria de uma doença mental, eram tabus para ela.

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Por isso, logo cedo, a jovem artista criou a sua ´´ilusão da realidade´´, fantasiando principalmente com as festas de aniversário na casa da sua avó, onde as pessoas se reuniam na piscina e posavam para registros fotográficos felizes. Assim, a jovem Hall começou a desenvolver um talento para fotografar e desenhar figuras, sempre registrando ´´os meus desejos, as minhas fantasias de que o mundo deveria ou não deveria ser.´´

Mas tarde, quando ela estudou arte na University of Southern Califórnia , no centro de Los Angeles, nenhuma técnica de expressão que experimentou lhe agradou. ´´Os resultados eram satisfa-tórios´´ ela diz, ´´ mas não suficientemente interessantes para o meu objetivo´´. Na sua incessante busca, tomou contato com a tinta a óleo tradicional em 1973. Pintou suas primeiras obras através desta técnica.

Faltava-lhe apenas um grande tema.

Que veio quando ela e seu marido, o arquiteto Toby Watson, se hospedaram em dezembro desse mesmo ano num Hotel Spa, em Palm Springs. Na seção de fotos, as quais sempre serviram de inspiração para as suas obras, ela obteve enfim´´ a quantidade máxima de corpos em variadas piscinas ´´. Progredindo na sua arte, depois de algumas viagens de regresso, o casal mudou-se para Las Vegas onde suas fotos e pinturas, cada vez mais, tinham como cenário a piscina.

De volta ao seu estúdio, ela sempre usava as fotos que fazia, como ideias e não como projetos, para as suas pinturas realistas contemporâneas. Daí em diante, Hall não parou mais de retratar cenas a beira da piscina, sempre ensolaradas e híper coloridas. Retratando o estilo de vida das mulheres Sul Californianas de meia idade. Uma combinação quase debochante de um estilo de vida de amor e felicidade perfeita.
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Quando as pessoas perguntam por que, ela pinta tantas mulheres, tem diversas respostas. Diz naturalmente que as mulheres são mais interessantes visualmente ou, nota que os homens tenham pintados as mulheres ao longo dos séculos, sem ter os seus motivos questionados. ´´Eu sempre dizia que os homens não fazem parte da minha vida quando eu estava crescendo´´, diz a fina artista, constantemente, quase obsessivamente, preocupada com cada último aspecto de suas pinturas.

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Além de fotógrafa, ela se tornou diretora e cenógrafa, assim como pintora. Por inúmeras vezes vestiu-se como modelo, inventou fundos e detalhes incríveis. Hoje as suas obras fazem parte de incontáveis coleções particulares e públicas como o famoso Metropolitan Museum of Art em New York.

Uma vez, através de uma pequena pintura chamada de
´´ Spellbound ´´ Hall retratou-se sentada na beira da piscina, de volta para o espectador, olhando luzes cintilantes na palma da mão, num brilho roxo rosado sobre as colinas distantes. Lembranças das festas de aniversário na piscina da casa da sua avó. P&A

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