Paisagismo - 05/04/2020

Paisagismo Alternativo

A pichação sempre foi um ato, muitas vezes, controverso de escrever ou rabiscar sobre superfícies diversas. Mensagens são deixadas sobre muros, fachadas de edificações, asfalto de ruas ou obras de arte ou monumentos, usando invariavelmente tinta em spray aerossol, estêncil ou mesmo rolo de tinta, de difícil remoção.

 

Em geral, são escritas frases curtas de protesto ou insultos, desenhos ou figuras rudimentares, assinaturas pessoais ou mesmo declarações de amor, embora a pichação seja também utilizada como forma de demarcação de territórios entre grupos, por vezes, gangues ou bandos de jovens rivais.

Por isso, defere-se do grafite, outra forma de inscrição ou desenho, tido no mundo como artístico.

Desde o Império Romano o Grafite ou grafito (do italiano gra-ffiti, plural de grafito), é o nome dado às inscrições feitas em paredes, ao longo da história da humanidade.

Atualmente, o grafite é considerado uma forma de expressão das artes visuais, chamado street art ou arte urbana, em que o artista explora os espaços públicos para criar uma linguagem própria e intencional para interferir na pai-sagem da cidade.

 

Muitos ainda equiparam o grafite à pichação. No entanto, muitos grafiteiros respeitáveis, como Osgêmeos do Brasil ou Banksy do Reino Unido, autores com importantes e respeitáveis trabalhos em diversos lugares do mundo, admitem ter um passado de pichadores.

Na língua Inglesa, contudo, usa-se o termo graffiti para ambas as expressões.

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De todo modo, pichação ou grafite costume ter um impacto negativo nas sociedades modernas, principalmente os urbanos. Muita gente ainda não enxerga esta manifestação como arte, mas sim como uma agressão visual, um vandalismo gratuito contra a cidade e sua população.

Um novo estilo de grafite está se espalhando pelo mundo, transformando prédios monótonos, mal conservados e cinzas em paisagens agradáveis de ver e viver.

Num silencioso crescimento, estas serpentinas de plantas invadem e transformam o panorama das cidades em jardins vivos e verdejantes. A própria natureza nos proporcionou uma alternativa para as nossas selvas de pedra, nos quais as nossas metrópoles, ao longo de tempo, se transformaram.

O nome dado ao fenômeno se chama Moss Graffiti, Eco Graffiti ou Green Graffiti, substituindo a pintura spray ou outras tintas tóxicas para a pintura musgo.

A técnica foi desenvolvida pela versátil artista plástica inglesa Anna Garforth. Trata se, basicamente de uma mistura simples de musgo limpo, cerveja, açúcar e iogurte natural. Misturado num simples liquidificador, seu resultado é aplicável, praticamente, sobre qualquer superfície. Devidamente cuidado, pode proporcionar detalhes ricos e inusitados em paisagens e construções novas e existentes.

Caso levado adiante, um projeto de ´´reurbanização verde´´ ba-seado em Moss Graffiti pelas autoridades e órgãos competentes em nosso país, que podemos ter, como por exemplo é, a cidade de São Paulo, mais tarde, a maior selva urbana do mundo.

O Moss Graffiti, nada mais é do que uma arte feita com musgo, um elemento natural, facilmente encontrado na natureza que pode ser ´´ plantado´´ , por exemplo, em diferentes locais públicos abandonados, dando vida a esses espaços que antes passavam despercebidos.

Para quem gostou da ideia e está pensando em aplicar a técnica do Moss Graffiti no seu trabalho ou mesmo em casa, a técnica é muito fácil e qualquer um pode fazer.
Basta misturar no liquidificador os seguintes elementos:
2 pedaços firme de musgo.
O elemento mais importante da receita. Musgo não é difícil de encontrar. Comum encontrar em rachaduras de paredes de construções abandonadas onde há bastante umidade e sol moderado.
2 copos de leite ou iogurte.
2 copos de agua.
½ colher de chá com açúcar.

Pronto, agora é só desenhar o que quiser com um pincel ou rolo em qualquer superfície. Não se esqueça de que é uma planta e que precisa de cuidados, por isso é preciso regar diariamente. E aí é só esperar a sua arte crescer.

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