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Comunicação - 01/12/2017

Piscinas – E sua importância econômica para Holanda

Num dos países da Europa, onde a água ocupa a maior parte do seu território, a Holanda conta com 89 milhões de atividades aquáticas por ano em piscinas públicas. Complexos de natação que são mantidos com subsídios dos governos das cidades.

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Estas piscinas são acessíveis a todos os habitantes e fazem parte das metas obrigatórias das prefeituras. Tanto que, uma cidade que não investe em suficientes acomodações para as atividades aquáticas são, em muitos casos, evitadas pelos Holandeses e as suas empresas.

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Parece absurdo, mas na Holanda, num pequeno país situado praticamente abaixo do nível do mar e com a maior parte da sua superfície coberta por água de canais, rios e lagos, milhões de atividades de natação são praticadas em piscinas. A razão pode ser encontrada no aspecto de segurança, esporte, saúde e na melhora da aprendizagem em geral dos estudantes, através da natação.

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A natação, mais ainda que a patinação no gelo, é o esporte mais praticado na Holanda. Pesquisas indicam que a natação também é a atividade que menos lesões proporcionam para os seus praticantes. Dos mas de 16 milhões de habitantes desta nação de 42.000 km2, o dobro do tamanho do menor estado do Brasil, Sergipe, certamente 3,5 milhões nadam ao menos uma vez por mês. Quase um quarto da população e 400.000 Holandeses nadam toda semana.
Nadar faz bem a saúde o pode reduzir muito o impacto sobre a saúde da população. Muitas pessoas de idade avançada se movimentam em piscinas públicas, para continuar independentes, sem assistência médica ou social. Um custo alto para uma sociedade que descobriu as vantagens em investir na prevenção.
Após comparativos ao longo dos anos conclui-se que as atividades esportivas nas escolas proporcionam resultados melhores para os seus alunos. Principalmente, o esporte e diversão na agua estimula o interesse em aprender, mas também, deixando as crianças em contato com a água, tendem elas a perder o medo. Na prática, isso resultou que, nas cidades sem piscina pública, encontram-se proporcionalmente mais crianças com dificuldades de aprendizagem.
Estas 89 milhões de atividades aquáticas por ano, torna o setor de natação na Holanda financeiramente importante. 600 milhões de euros por ano, sendo que o impacto econômico indireto é diversas vezes maior, fora a construção, reforma e manutenção das instalações complexas.

Por ser um país altamente organizado, a Holanda tem a sua associação em cada setor. A RECRON é uma espécie de uma Associação das Piscinas Públicas da Holanda.

Como associação a RECRON – ( Recreatieondernemers Nederland ) representa os interesses coletivos ou individuais das organizações, autarquias ou empresas associadas, junto aos órgãos competentes Holandeses, desde o planejamento e estudos preliminares até como obter verbas para a execução das múltiplas tarefas. Sua função também é estreitar laços entre as prefeituras na solução de problemas em comum.

Recentemente, em colaboração com uma empresa de avaliação de mercado e consultoria autônoma, especializado em piscinas, desenvolveu-se o ´´ Modelo de Valor Piscinas´´ ( Waardemodel Zwembad ) para as prefeituras da Holanda. Este documento surpreendente da uma visão abrangente sobre os impactos sociais e ganhos financeiros de piscinas públicas. Paralelamente lançaram um documento chamada de ´Zwembad Optimalisator´, focado totalmente na exploração eficiente de uma piscina pública.

Holanda, você precisa saber nadar.

Como dizemos, mais da metade da Holanda encontra-se abaixo do nível do mar. Um sistema de dunas, diques, canais, rios, lagos, geradores e eclusas procura evitar que o país inunde. O perigo pode vir tanto do mar como dos dois grandes rios Maas e Rijn ( Reno ), vindos da França, Suíça e Alemanha, desembocando em território holandês, formando um enorme delta. No entanto, as enchentes são raras, tanto que a última grande inundação com vítimas fatais na Holanda ocorreu em 1953. Após esta tragédia, foram gastos milhares de milhões de euros em mais contenções de água, como lema:

ÁGUA LIMPA, PÉS SECOS.

Condições de vida elementares por um país que vive abaixo do nível do mar.

Willem Badmeester
Após seu estudo em comunicação visual e fotografia no Royal Academy of Art na Holanda, Willem trabalhou para diversos jornais e revistas. Montou uma agência de comunicação onde ele se especializou na montagem de periódicos. No final do século passado vendeu sua empresa e começou a morar em França e Espanha onde procurou assuntos interessantes sobre arquitetura, arte e experiências culinárias. Desde o ano passado Willem mora novamente na Holanda, onde prontamente atendeu nosso convite em representar nossa revista, mandando dicas, novidades e artigos relativos ao mundo das piscinas da Europa. P&A

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