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Paisagismo - 11/12/2017

A arte na paisagem urbana – Eliana Azevedo

Todos nós buscamos a famosa felicidade. Sou da opinião de que a felicidade está dentro de nós mesmos. Está na capacidade que temos de sentir, experimentar, vivenciar plenamente bons momentos. E é preciso desenvolver esta capacidade – como um treino. Penso que o começo está em perceber as oportunidades que temos em nosso dia a dia, e a partir daí, deixar esses momentos fluírem, ainda que brevemente. É importante contemplar o belo, se divertir com coisas simples, se surpreender positivamente, compartilhar. Ainda que esses momentos ocorram por alguns poucos minutos, é o suficiente para recarregar nossas energias. Dá – nos uma sensação de extremo bem estar, o que reflete em todas as nossas outras atividades.
Bem estar social – é aqui que foco este primeiro artigo de 2015, o papel da arte na pai-sagem urbana e a estreita relação com o bem estar social.

TrafoHuisje

 

Há inúmeras formas de expressão artística que, usualmente, são apresentadas em áreas urbanas, mas vou me ater às que considero de grande ligação, como paisagismo e que sinto, precisam ter maior importância nos espaços urbanos, públicos e privados no Brasil: escultura e instalação artística.
Se considerarmos desde os jardins da Grécia antiga até os que foram, cenário do renascimento, esculturas são parte integrante até indispensável dos mais expressivos jardins e espaços públicos concebidos pelo homem.
Na história do paisagismo brasileiro algumas esculturas tornaram-se marcos de referência no contexto urbano de grandes metrópoles como o monumento às Bandeiras, em São Paulo. Assinada por artistas de renome como Brecheret, Lasar Segall, ou por artistas des-
conhecidos, a escultura tem inegável afinidade com o paisagismo.

Já a instalação artística é uma forma de expressão mais utilizada em grandes centros urbanos e, portanto, mais específica dos nossos dias. Tem como característica a provocação no mais amplo sentido. Muitas vezes é uma crítica em grandes dimensões, outras vezes, as instalações estão ali apenas para nos propiciar um momento prazeroso como Les boules roses, de Claude Cormier em Toronto, Canadá, ou ainda uma situação jocosa como a obra de Roeland Otten, em Amsterdan, Holanda.

Os países mais desenvolvidos do mundo dão imensa importância para obras de arte em espaços públicos, e isto não é coincidência, não é por acaso. O benefício socioeconômico é evidente e imediato. A percepção de melhora do Bem Estar Social reflete diretamente na produtividade e na melhora da saúde física dos cidadãos o que gera aumento de renda e de longevidade.
O Brasil precisa crescer nesta área também. Precisamos nos divertir, nos surpreender em nossas paisagens urbanas, precisamos democratizar a arte e trazê-la mais e mais aos espaços públicos.
É papel do paisagista, criar essas oportunidades em seus projetos; é dever do Governo estimular todas as formas de Arte na Paisagem.

No próximo artigo, vou falar um pouco sobre o paisagismo e o reflexo na saúde.

Até breve!

Eliana Azevedo
Paisagista e artista plástica
Sócia da Green House jardins e vice presidente da ANP – Associação Nacional de Paisagismo
www.ghjardins.com.br – (011) 5687-5445

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