Home Arte & História da Piscina História da Piscina O Princípio de tudo…. História da piscina – parte I (Mohenjo Daro 4000 a.c.)
História da Piscina - 15/11/2018

O Princípio de tudo…. História da piscina – parte I (Mohenjo Daro 4000 a.c.)

Mohenjo Daro, que significa na língua Sindhi ´´ Monte dos Mortos ´´  é um sítio arqueológico localizado no centro do atual Paquistão. Datado de mais de 4.000 anos, uma curiosa cultura do qual não se sabe exatamente como desapareceu, mil e setecentos anos antes da era cristã.

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Lá foram encontrados os mais antigos restos de roupas de algodão e uma língua escrita que, até hoje, não foi decifrada. O lugar onde foram encontrados os restos mortais deste povo é inexplicavelmente altamente radioativo, sendo que, a absoluta maioria dos corpos carbonizados estavam curiosamente sem armas, vestígios de luta ou outros ferimentos.  Juntos com os seus animais passaram do sono à morte. Foi uma cidade da civilização do Vale do Hindu, o berço da civilização Indiana.

 

Na década de 20 do século XX Mohenjo Daro foi redescoberta pelo arqueólogo Sr. John Marshall.  A prova da sua estadia ainda pode ser vista no museu local onde seu automóvel está em exposição.

 

Entre as ruínas do complexo dessa cidade, foi encontrado um tanque de 12 metros de comprimento por 7 metros de largura, com uma profundidade máxima de 2,4 metros. Duas escadas largas levam para dentro do tanque e pequenos soquetes nas bordas das escadas levam-nos a crer que serviram para a fixação de pranchas de madeira ou degraus. Ao pé destas escadas encontra-se uma pequena saliência que se estende por toda a largura do tanque. Assim, as pessoas desciam pelas escadas para poder se mover ao longo desta borda sem realmente entrar no tanque. O pavimento do tanque é à prova de água, devido ao ajuste milimétrico de gesso dos tijolos na borda. As paredes laterais foram construídas de forma semelhante. Para fazer com que o tanque ficasse impermeabilizado, foi colocada uma espessa camada de alcatrão natural, ao longo dos lados do tanque e, provavelmente, também sob o piso. Uma série de recintos está localizada ao longo da borda oriental, do qual um poderia ter servido para encher o tanque. A água da chuva também pode ter sido recolhida para este fim. A maioria dos estudiosos concorda que este tanque pode ter sido usado para funções religiosas especiais, onde a água era usada para purificar e renovar o bem estar dos seus banhistas. Acredita-se que este complexo pode ser intitulado a primeira piscina de que se tem notícia, embora provavelmente, não servindo para a prática do esporte de natação. Mas devemos admitir que, as características desse tanque feito por essa misteriosa civilização, se assemelham bastante com o que chamamos hoje de piscina. Sim, podemos dizer que aqui temos as provas concretas mais antigas, até hoje, da primeira piscina do mundo.

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