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Paisagismo - 2 semanas ago

E agora, José? por Eliana Azevedo

Pode respirar aliviado, 2018 está acabando!
Que ano conturbado!
Vivenciamos as eleições mais polarizadas de todos os tempos, mas acredito que tivemos um saldo positivo. Ao menos no Congresso a renovação existiu e isso por si só é muito
importante. É o recado de uma nação contra os desmandos,
às inúmeras agressões à democracia e aos brasileiros.
Os primeiros movimentos do futuro presidente com relação à economia, de viés claramente liberal, foram bem aceitos pelo mercado financeiro, o que nos dá boas esperanças para os próximos anos – recuperação merecida para um país com tanto potencial. Espero que assim seja.
Mas e com relação ao desenvolvimento sustentável e a proteção do Meio Ambiente, temas tão importantes e urgentes?
As primeiras declarações de Bolsonaro não são animadoras.


Chamo a atenção para esse tema pois acabamos de ver uma grande tragédia na Califórnia – o Camp Fire (incêndio na Floresta). O maior incêndio da história daquele Estado é mais um triste sinal de alerta. O Governador da Califórnia, Jerry Brown falou sobre o assunto: “Infelizmente, a melhor ciência nos diz que o calor e a seca, efeitos das mudanças climáticas devem se intensificar nos próximos anos.”
Também segundo Paulo Artaxo Netto, professor do Instituto de Física da USP – Universidade de São Paulo – incêndios como este da Califórnia e os últimos de Portugal e Grécia ocorreram por algumas razões:
– alta inflamabilidade das florestas
– ocupação humana muito próxima das florestas
– efeitos das mudanças climáticas: período de estiagem mais prolongados e temperaturas mais extremas.
Aqui no Brasil não temos o risco de presenciar incêndios dessas magnitudes pois nossa vegetação florestal é
diferente, mas as mudanças climáticas valem para todos. Teremos que enfrentar períodos de chuva mais forte – o que significa enchentes e desmoronamento de encostas – e
estiagens mais intensas e prolongadas – falta d’água e todas as suas consequências.
Apesar desse preocupante cenário para os próximos anos temos grande incerteza na condução de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável e a proteção do Meio Ambiente.
E agora José?
Precisamos cuidar de nossas bacias hidrográficas e a
cobertura arbórea em áreas urbanas e rurais é uma solução
extremamente eficaz para isso.

Árvores são fábricas de água. Absorvem água do lençol freático e devolvem à atmosfera através da evapotranspiração que então volta a precipitar em forma de chuva. Árvores protegem o solo de enxurradas e diminuem sensivelmente as temperaturas
tornando o clima mais ameno.
O bom planejamento arbóreo é essencial para que nossas
cidades se tornem resilientes aos efeitos das mudanças
climáticas e para que a agricultura prospere continuamente.
Não se trata de ser xiita e sim de ser responsável com nosso planeta.
Paisagistas, engenheiros florestais, biólogos e todos os
profissionais que trabalham com o planejamento sustentável têm muito a acrescentar neste quesito.
Desejo aos futuros governos um 2019 de ações corajosas e
eficazes visando o bem de nosso planeta.
E vamos em frente!

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