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Tratamento & Manutenção - 4 semanas ago

Parâmetros Monitorados, Segurança na Piscina – por Edilene Cotrim

Terapias envolvendo a água são amplamente recomendadas por profissionais da saúde para o controle de ansiedade, de depressão, da insônia, para o alívio de dores e
até mesmo para a cura de doenças. Seja natação,
hidroginástica, watsu (shiatsu dentro da água) ou banhos de imersão, todas as terapias são bálsamos para o corpo e para a alma.

Edilene Cotrim
Mas esse bálsamo que cuida e que cura também precisa
ser cuidado. Se alguns poucos parâmetros não forem
monitorados, a água em vez de curar pode trazer enfermidades.
Dentre os parâmetros que precisam ser continuamente
monitorados, um dos principais é o “Cloro Livre “. Quando adicionamos os produtos clorados na água
de piscina temos como objetivo torná-la livre de
micro-organismos patogênicos responsáveis por
transmissões de doenças.
Alguns segundos após o produto clorado se dissolver na água, uma poderosa força desinfetante surge, poucos gramas dissolvidos na água são suficientes para “anular” a atividade dos micro-organismos presentes nela.
Existem vários outros produtos e tecnologias que fazem o mesmo “papel” do cloro na água de piscina, mas o cloro
é um composto que possui “efeito residual”, em outras palavras o poder desinfetante do cloro permanece na água por horas enquanto o de outros produtos se encerra minutos após o contato com a água.
O ideal é que uma piscina esteja sempre com teores de
cloro livre entre 1 e 3 p.p.m, se estiver abaixo dessa faixa, é necessário adicionar “cloro” na piscina. A prática de
colocar, de uma só vez, grande quantidade de produto para a semana toda não é recomendada, monitorar o cloro livre com os kits de testes é o ideal.
Entre os parâmetros que também merecem atenção
especial estão a alcalinidade, o pH e a dureza.
O monitoramento desses parâmetros é essencial
para trazer aquela sensação agradável que a água nos proporciona e para mantê-la equilibrada.
A faixa de pH deve permanecer entre 7,2 e 7,8. Quando esse parâmetro está desajustado, desconfortos aos
banhistas são observados e o poder desinfetante do cloro pode ser afetado. Uma água com pH elevado, coceira e secura na pele e nos cabelos são observados, bem como incrustação nos equipamentos; quando está baixo os efeitos observados são irritação nos olhos, coceira na pele e cabelo “duro”, além de possibilidade de corrosão nos equipamentos.
Um dos parâmetros que auxilia o pH a se manter estável é a alcalinidade. A alcalinidade pode ser definida como a
capacidade de neutralizar os ácidos da água, e quando está desajustada dificulta o processo de correção do pH portanto é primordial que a alcalinidade seja verificada e ajustada antes do pH, para evitar o consumo excessivo de produtos para o ajuste.
Para fazer a medição da alcalinidade da água, é necessário que se tenha kit teste ou fita teste apropriados e a faixa ideal a ser mantida vai de 80 a 120 p.p.m.. Além de
dificultar o processo de correção do pH, a alcalinidade quando está abaixo da faixa ideal pode causar perda de brilho da água ou torná-la mais esverdeada além de
aumentar a possibilidade de corrosão dos equipamentos. Quando a alcalinidade estiver acima do ideal mencionado,
a água se torna opaca e turva e pode contribuir com o
aumento de incrustações nas tubulações e equipamentos.
Outro aspecto a ser monitorado para manter uma água
saudável é a dureza cálcica, que é uma medida que nos
mostra a quantidade de sais de cálcio dissolvido na água da piscina. Na literatura encontramos que a faixa de
dureza ideal vai de 100 até 400 p.p.m..
A dureza alta na água de piscina promove incrustações nas tubulações e equipamentos, e nestes casos, não é
indicado utilizar produtos clorados que possam contribuir com o aumento dessa dureza. Já a dureza baixa pode causar corrosão nos equipamentos e ataque nos rejuntes das piscinas de alvenaria.
A água que é mantida dentro dos índices mencionados,
adquire uma característica algistática, uma característica que dificulta ou impede o crescimento das algas.
As algas estão sempre presentes nas águas mas
somente são percebidas quando estão em grande
quantidade, quando não há condições que impeçam ou atrapalhem sua proliferação e crescimento. Dados
indicam que as algas dobram de quantidade a cada 3 horas, indicam que, dentro de 24 horas aumentam cerca de 256 vezes portanto, a melhor maneira de se evitar o surgimento delas é manter principalmente, o desinfetante (cloro) dentro dos padrões e usar preventivamente
algicida de manutenção. As algas chegam às piscinas pelos meios mais diversos, pelos ventos, pela água utilizada para completar o nível da piscina e inclusive pelas chuvas. As chuvas fortes podem desajustar os parâmetros ideais da piscina e facilitar a proliferação das algas, portanto, devemos ter atenção especial sempre que
houver chuvas muito fortes.

Edilene Cotrim com graduação em Engenharia Química pela atual Escola de Engenharia de Lorena (EEL-USP) é Sócia Proprietária da
Cotrim Consultoria e membro titular desde
2005 do Comitê de Estudos da ABNT/CB10.

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